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Escola de Cinema de Łódź – o berço de cineastas polonesese

Jeremi Przybora, Jarema Stępowski, Kalina Jędrusik, Jerzy Wasowski em "Upał" (Calor) dirigido por Kazimierz Kutz, 1964, Studio Filmowe Kadr/Filmoteka Narodowa/www.fototeka.fn.org.pl
A indústria cinematográfica polonesa deixou de funcionar durante a Segunda Guerra Mundial. Depois do conflito, a Escola de Cinema de Łódź (Państwowa Szkoła Filmowa) formou o alicerce do cinema polonês renascido. A escola abriu em 8 de outubro de 1948 e entre seus estudantes estavam nomes que entrariam nos livros de história: Andrzej Munk, Andrzej Wajda, Janusz Morgenstern e Kazimierz Kutz, cineastas de documentários Kazimierz Karabasz e Andrzej Brzozowski e diretores de fotografia Jerzy Wójcik, Witold Sobociński, Mieczysław Jahoda, e Wiesław Zdort.
A vida cultural e artística na Polônia do pós-guerra se desdobrava lentamente e tinha que aturar o começo da censura. Neste pano de fundo, a Escola de Cinema de Łódź era progressiva e inovadora, uma verdadeira fortaleza de liberdade artística. Os docentes e estudantes seguiam vertentes da vanguarda europeia, liam as obras do Teatro do Absurdo e reverenciavam a profunda análise psicológica de Witold Gombrowicz e Franz Kafka. Era um dos poucos lugares do país que exibia filmes estrangeiros, clássicos europeus e as obras mais novas da escola neorealista italiana. Suas salas de cinema mal continham as massas de estudantes e visitantes que queriam assistir algo único.
Mestres oriundos de Łódź incluem Andrzej Wajda, Krzysztof Kieślowski, Roman Polański, Andrzej Munk, Krzysztof Zanussi e Marek Koterski. Ao longo dos anos, a escola seguiu educando gerações de cineastas. Seus formados mais recentes incluem Wojciech Smarzowski, Małgośka Szumowska, Jan Jakub Kolski, Krzysztof Krauze e Andrzej Jakimowski. Em 2014, a Escola Nacional Leon Schiller de Filme, Televisão e Teatro em Łódź (nome completo) foi incluída na lista de Melhores Escolas Internacionais de Cinema do The Hollywood Reporter.
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Pós-guerra

Jerzy Kawalerowicz no set de "Celuloza" (Celulose), 1953, fot. Mieczysław Biełous
Pouco depois da guerra, o papel do cinema dentro da sociedade e sua relação com o governo foram definidos. O regime comunista percebia o filme como uma ferramenta de propaganda, fundamental na construção de um país verdadeiramente socialista.
As obras de cineastas de documentários e filmes de ficção foram marcadas pelo realismo socialista. O primeiro filme polonês fiel ao realismo socialista que mostrou uma visão do socialismo favorável à classe dirigente foi "Jasne łany" (Campos Claros) de Eugeniusz Cękalski. Houve vários outros: "Uczta Baltazara" (O Banquete de Baltazar) por Jerzy Zarzycki e Jerzy Passendorf de 1954, e "Przygoda na Mariensztacie" (Uma Aventura em Mariensztat) por Leonard Buczkowski de 1953 (o primeiro filme polonês em Technicolor). Os primeiros filmes dos grandes diretores também foram afetados pelo dogma do realismo socialista: "Celuloza" por Jerzy Kawalerowicz, "Pokolenie" (Geração) por Andrzej Wajda e "Piątka z ulicy Barskiej" (Os Cinco da Rua Barska) por Aleksander Ford.
"Piątka z ulicy Barskiej " de Aleksander Ford foi um dos melhores filmes dos anos 50. Os esforços do diretor foram reconhecidos no Festival de Cinema de Cannes em 1954.
Por toda a Europa, os anos de uma guerra dolorosa produziram uma necessidade de filmes que curassem as feridas. Na Polônia, "Zakazane piosenki" (Canções Proibidas), que mostrava a vida cotidiana na Varsóvia ocupada, respondia àquela exigência.
Outros filmes, como "Ostatni etap" (O Último Etapa) de Wanda Jakubowska, baseado numa história verdadeira de um prisioneiro em Auschwitz-Birkenau, também apelava ao público estrangeiro. O filme foi exibido em 50 países. Na França, totalizou 2,8 milhões de espectadores. Em 1950, Wanda Jakubowska recebeu o Prêmio Internacional da Paz do Conselho Mundial da Paz. Entre os ganhadores do mesmo ano estavam Pablo Neruda e Pablo Picasso.
Um outro filme altamente popular na Europa era o drama de guerra dirigido por Aleksander Ford em 1948, "Ulica graniczna" (Rua da Fronteira). A história falava de crianças polonesas e judias durante a Segunda Guerra Mundial. Teve quase um milhão de espectadores na França.
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Escola Polonesa de Cinema

Imagem de "Paisagem após a batalha" de Andrzej Wajda, 1970, foto por Renata Pajchel / Filmoteka Narodowa
Das cinzas da guerra, uma corrente surgiu no filme dos anos 50 - a Escola Polonesa de Cinema. Seus seguidores resolveram criar obras que ajudassem em conciliar as memórias da guerra. A maioria dos seus estudantes eram da geração nascida nos anos 20. A guerra interrompeu e arruinou sua adolescência e se tornaram intransigentes na resolução de mostrar suas consequências na tela. A vertente foi representada por alguns diretores: Andrzej Wajda, Andrzej Munk, Jerzy Kawalerowicz e Wojciech Jerzy Has.
Em 1956, mudanças no clima político permitiram que a Escola Polonesa de Cinema pudesse emergir. Os artistas rejeitaram o realismo socialista e o que este representava, tendo em mente um outro objetivo – livrar a arte do excesso de romantismo e do uso dos mitos nacionais.
O crítico de cinema Zygmunt Kałużyński escreveu em 1959, "Era um ataque ao ideal amplamente difundido do herói a todos custos, ao culto do patriotismo cego [...]". ("Film" 48/1959)
Seguindo a morte de Stalin, a influência da União Soviética sobre Polônia começou a afrouxar, e as lideranças comunistas na Polônia permitiram a fundação de unidades de produção. Os melhores diretores do período faziam parte do movimento.
O crítico de cinema, professor Tadeusz Lubelski escreveu:
"Num país onde ainda não havia debates sobre a guerra recém-acabada, os filmes produzidos pela Escola Polonesa de Cinema visavam engajar o público num diálogo profundo e emocional que provaria ser terapêutico. Por meio de histórias decorrentes no passado recente, tocavam em vários temas atuais: a espiritualidade dos poloneses e suas perspectivas para o futuro. "
Exemplos de filmes da Escola Polonesa de Cinema incluem "Canal" por Andrzej Wajda (1956), premiado no Festival de Cinema de Cannes em 1957, seu "Cinzas e diamantes" (1958) e "Lotna" (1959), bem como os filmes de Andrzej Munk – "Człowiek na torze" (Homem nos Trilhos) (1956), "Eroica" (1957) e "Zezowate szczęście" (Má sorte) (1959)l.
Ambos diretores analisaram os mesmos tópicos nas suas criações. Falaram sobre a história da Polônia, a derrota nacional, honra, patriotismo e a responsabilidade perante a pátria. Enquanto expressavam sua crença nessas virtudes, simultaneamente as questionavam.
A Escola Polonesa de Cinema é também reconhecida por criar filmes psicológicos e existenciais. Estes incluem "Pętla" [A Forca] (1957), "Pożegnania" [Despedidas] (1958) e "Wspólny pokój" [Quarto comum] (1959) de Wojciech Jerzy, assim como "Prawdziwy koniec wielkiej wojny" [O Verdadeiro Fim da Grande Guerra] (1957), "Nocny pociąg" [Trem noturno] (1959) e "Matka Joanna od Aniołów" [Madre Joana dos Anjos] (1960) de Jerzy Kawalerowicz. Nas mesmas linhas estão "Ostatni dzień lata" [O Último Dia do Verão] (1958) e "Zaduszki"[Dia dos Finados] (1961) de Tadeusz Konwicki.
O impacto da Escola Polonesa de Cinema no cinema mundial não pode ser superestimado. Martin Scorsese, portador de um doutorado honorário na Escola de Cinema de Łódź, comentou:
"Não consigo explicar como o cinema de vocês – desde Wajda, Polański, até Skolimowski, todos eles – influenciaram minha produção cinematográfica. Mas continua influenciando. Em algum momento me dei conta que quando queria que atores ou operadores entendessem algo, mostrava-lhes filmes poloneses dos anos 50. "
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Andrzej Wajda – um diretor de importância nacional

Andrzej Wajda, foto: Łukasz Ostalski / Reporter / East News
Não se pode discutir o cinema polonês sem mencionar Andrzej Wajda. Por anos, era a voz da sua geração – seus filmes serviram de espelho para as mudanças nas circunstâncias sociais e políticas. Mesmo não se tratando de filmes documentários, suas obras cinematográficas são como livros de história em filme. No começo da sua carreira, seus filmes tratavam da guerra, depois, com "O Homem de Mármore" e "O Homem de Ferro", mostravam o sindicato Solidariedade e seu papel no combate ao comunismo. É consagrado pelo mundo todo e tem seguidores fieis no Japão. Em 2000, recebeu o Oscar Honorário por sua obra de vida.
Wajda não planejava se tornar diretor de cinema. Estudou pintura em Kraków e, quando ao fim interrompeu seus estudos, decidiu fazer uma tentativa como cineasta. Se inscreveu na Escola de Cinema de Łódź. A pintura continua influenciando sua abordagem cinematográfica – presta atenção ao nível visual dos seus filmes, frequentemente se referindo aos quadros clássicos poloneses em filmes como "Cinzas e diamantes", "Bosque de bétulas", ou "O casamento".
"Cinzas e Diamantes" é um trabalho significante. Definiu como os poloneses viam seu país depois da guerra. Num outro filme, "Geração", Wajda foi o primeiro a direcionar o holofote no destino trágico da "Geração dos Colombos” – a geração de poloneses nascidos pouco depois da reconquista da independência em 1918 e cuja adolescência foi marcada pela Segunda Guerra Mundial. "Lotna", seu primeiro filme a cores, é um retrato cruel do romantismo polonês, o "Homem de Mármore" chama atenção às mentiras difundidas pelo governo comunista, e sua continuação "Homem de Ferro" garante que o Solidariedade e a luta contra o comunismo nunca serão esquecidos.
Wajda nunca parou de desmantelar mitos nacionais em seus filmes. Numa sociedade que reverenciava heróis nacionais, contava histórias de heroísmo, mas terminava com o seu movimento característico – a pergunta: qual é o sentido disso? Agindo assim, não ganhava simpatia da maioria da população. Mas de uma forma estranha, isso tornou-o no que é agora: uma das maiores autoridades de tudo o que é polonês.
Ainda que filmes históricos fossem o seu arroz com feijão, Wajda realizava outros tipos de filmes desde o início. Em "Niewinni czarodzieje" (Os feiticeiros inocentes), em estilo Nouvelle Vague, mostrou as pessoas jovens da geração do jazz, rebeldes e marginalizadas. Em "Tudo a vnda", filmado depois da morte trágica do seu amigo, o famoso ator Zbigniew Cybulski em 1968, criou um triste autorretrato da comunidade artística. No "Bosque de bétulas" (1970), baseado num conto de Jarosław Iwaszkiewicz, tratava o tema da morte e ilustrava a dança poética de Eros e Tânato.
"A terra prometida", uma imagem da realidade incivilizada do capitalismo no final do século XIX, é um dos melhores filmes do cinema polonês. Em 2007, Wajda criou um dos filmes mais pessoais de sua carreira. "Katyń", nomeado para o Oscar, é a história verdadeira das carnificinas que ocorreram em abril e maio de 1940 quando cerca de 22 mil cidadãos poloneses foram assassinados pela polícia secreta soviética, o NKVD.
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Andrzej Munk

Uma imagem de Eroica de Andrzej Munk, foto: East News / Polfilm
Andrzej Munk foi outro personagem importante da Escola Polonesa de Cinema. Wajda utilizou histórias de heroísmo e romantismo para ajudar os poloneses a se recuperarem da guerra. Munk, por sua vez, utilizou o racionalismo para criticar o romantismo polonês.
"O estilo de Munk" – escrevia Jackiewicz sobre Eroica (1957) e Má Sorte (1960) - "claramente rompeu com o lirismo do resto da escola. É melhor comparar seus filmes com as fábulas filosóficas do século XVIII do que com poemas narrativos como aqueles de Wajda. A essência de Munk era o realismo com alguns elementos documentários [...] suas metáforas eram mais parecidos com o surrealismo das comédias de Chaplin do que com Buñuel, como era o caso de Wajda."
Antes de se tornar famoso devido a "Eroica" e "Má Sorte", Munk era de fato um cineasta de documentários. Respeitando as regras da doutrina do realismo socialista e às vezes exagerando nelas, filmava as condições de trabalho dos operários ferroviários e mineiros.
Com apenas três filmes de ficção no seu portfólio, se tornou um dos cineastas mais importantes da sua geração. "Homem nos trilhos", frequentemente chamado de "Cidadão Kane polonês", é a história de um trabalhador ferroviário desempregado. Em outros filmes, ele abordava a guerra. Em "Eroica" e "Má sorte", utilizava ironia e objetividade para discutir os eventos recentes na Polônia, o trauma da guerra e a reverência pelo heroísmo. "Eroica" foi considerado um filme "anti-heróico".
"Queria mostrar como a disseminação do ideal de ser um herói a todo custo influencia as pessoas que não são heróis naturais, e como isso faz deles heróis” – disse o diretor numa entrevista.
Munk morreu em um acidente de carro em 1961, deixando uma obra inacabada – "O passageiro".
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Os anos 60
Ao lado da Escola Polonesa de Cinema, uma nova vertente apareceu no cinema na metade dos anos 60. Foi chamado de "terceiro cinema polonês". Depois dos primeiros esforços cinematográficos após a guerra, mantidos no estilo pré-guerra, e seguindo o acerto de contas da Escola Polonesa de Cinema feito por pessoas que participaram da Segunda Guerra Mundial, jovens artistas entraram em cena. Eles cresceram depois da guerra e apenas conheceram a realidade do pós-guerra. Era o fim da era stalinista e, em vez de abordar a história da nação e construir uma pátria socialista, estes jovens cineastas falavam das suas vidas cotidianas, escolhas morais, oportunismo e o medo da vida adulta.
Jerzy Skolimowski

Jerzy Skolimowski, foto: Maksymilian Rigamonti / Reporter / East News
Jerzy Skolimowski é digno de ser chamado de representante-líder desta geração de cineastas poloneses.
Diretor, roteirista, ator, poeta e pintor – Skolimowski é muita coisa. Na sua juventude, era pugilista. Depois, fez um curta metragem chamado "O Boxe", que ganhou o Grand Prix no Festival Internacional de Cinema Esportivo em Budapeste em 1962. Sua estreia como roteirista ocorreu em 1960, quando escreveu "Os feiticeiros inocentes" dirigido por Andrzej Wajda. Também foi o autor do roteiro de "Faca na Água" de Roman Polański. O primeiro filme que dirigiu foi "Rysopis" (A descrição) em 1964. Utilizou um método inusitado – compilou uma série de seus filmes estudantis num longa-metragem.
No seu terceiro filme, "Bariera" (Barreira), continuando fiel aos princípios próprios do “terceiro cinema polonês”, Skolimowski rompeu os laços com o realismo e utilizou a linguagem de símbolos. Em contraste com os outros filmes, "Bariera" é também menos pessoal devido à interferência dos censores.
Skolimowski enfrentou problemas ainda maiores com o seu filme seguinte, "Ręce do góry" [Mãos ao ar] (1967). Os censores discordavam do seu retrato dos membros da União Polonesa de Juventude (uma organização da juventude próxima ao partido comunista). Numa cena, os estudantes estão fixando um cartaz de Stalin e dotam-lhe de dois pares de olhos. Por isso, "Ręce do góry" ficou proibido por vários anos e foi apenas lançado em 1981.
Skolimowski decidiu emigrar em 1967. Os dois filmes feitos durante os primeiros anos no exterior, "Le Départ" (A partida) e "Deep End" (No fundo) pareciam definir um novo rumo para o diretor.
Em 1991, criou "30 Door Key", baseado no romance "Ferdydurke" de Witold Gombrowicz, uma obra com a qual o artista ficou muito descontente e que o levou a abandonar a profissão por 17 anos. Voltou com êxito em 2008, com "Quatro Noites com Anna".
Não parou por aí. Em 2012, filmou "Essencial Killing" – a história de um prisioneiro afegão que escapa de uma prisão secreta da CIA na Europa e precisa sobreviver no mato. O roteiro do filme foi escrito por Skolimowski aos 72 anos em poucos dias, inspirado pelas informações midiáticas sobre as prisões secretas da CIA na Polônia.
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Wojciech Jerzy Has

Wojciech Jerzy Has, 1968, Foto: www.fototeka.fn.org.pl
Houve vários grandes cineastas no cinema polonês. Wojciech Jerzy Has, o criador de universos únicos e inesquecíveis, foi um deles.
Has é frequentemente mencionado como um visionário do cinema polonês. Os críticos notam que ele criou uma obra surpreendentemente coesa na sua poética, como se o diretor estivesse recontando a mesma história várias vezes. Ele criou o seu mundo próprio em praticamente cada filme. As aventuras de seus protagonistas, seus problemas e as tramas nos quais estão envolvidos sempre estavam em segundo plano – o mais importante era o entorno visual no qual a ação estava decorrendo. Estes mundos são como viagens por um labirinto de tempo com um ritmo particular de narração e o uso de objetos estranhos (os críticos frequentemente utilizam a palavra polonesa "rupieciarnia" – o quarto de despejo). Has explicava, "No sonho que um filme constitui, frequentemente temos um laço de tempo singular. Coisas do passado, problemas já distantes, são postos em cima da realidade atual. O subconsciente invade a realidade. Assim, os sonhos nos permitem revelar, mostrar o futuro".
Has evitava menções políticas ou comerciais na sua obra, o que frequentemente o alienava da indústria movida a propaganda. Mesmo que tenha produzido os seus filmes mais importantes no auge da famosa Escola Polonesa de Cinema, eles eram diferentes do ponto de vista do estilo. Um outro diretor, Aleksander Jackiewicz, disse sobre Has que se ele tivesse sido pintor, “com certeza teria sido um surrealista. Teria redesenhado objetos antigos com todos os seus apetrechos reais e depois os teria justaposto de maneiras inesperadas".
Na sua vida privada, era um ermitão, bastante irritável e taciturno, mas se expressava através da sua obra. Seus filmes mais conhecidos, "O manuscrito de Saragoça" (1965) e "Sanatorium pod Klepsydrą" [O Sanatório da Ampulheta] (1973), são objetos de culto do cinema internacional.
"O manuscrito de Saragoça" tem vários fãs: Luis Buñuel, Pedro Almodóvar, David Lynch, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese, para mencionar alguns. Em 1998, Scorsese ajudou a restaurar a obra dilapidada e o filme saiu em DVD nos Estados Unidos em 2002, como parte da série Martin Scorsese and Francis Ford Coppola Present.
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Jerzy Kawalerowicz

Foto de "Austeria" de Jerzy Kawalerowicz, 1982, foto: Studio Filmowe Kadr / Filmoteka Narodowa/www.fototeka.fn.org.pl
Assim como Wojciech Has, Jerzy Kawalerowicz foi outro forasteiro da Escola Polonesa de Cinema.
Enquanto a Escola se empenhava em analisar o destino dos poloneses, Kawalerowicz escolheu temas mais universais.
Seus primeiros filmes são neorealistas. Utilizou este estilo para poetizar a realidade cotidiana enfadonha. Rapidamente ganhou reconhecimento como um observador exímio da realidade, e um retratista de personagens autênticos por meio de um imaginário visual sensível.
É mais conhecido por seus filmes "Madre Joana dos Anjos" (ganhador da Palma de Prata – Prêmio Especial do Júri no IFF de Cannes em 1961) e "Faraó" (nomeado para o Oscar em 1967). Ambos os filmes são exemplares para o estilo de direção de Kawalerowcz.
"Era o melhor artesão entre os artistas do cinema polonês. O que, naturalmente, é um elogio," escreveu Łukasz Maciejewski na resenha da revista Film, "Seu cinema era mundial, europeu e eterno. [...] Enquanto os seus cineastas contemporâneos se referiam a um período passado da Polônia Jovem e do romantismo, ele adornava a poesia com prosa.” (Film, 2008, no. 2)
Apesar da diversidade dos temas que ele tratava, existe uma vertente que engloba todo o seu legado artístico – uma oposição profundamente arraigada e instintiva a toda emocionalidade descontrolada, tanto individual como coletiva. Esta abordagem ocorria concomitantemente à rejeição do romantismo. A crítica de cinema Maria Kornatowska disse a célebre frase, de que ele preferia "a lupa e o olho do homem sábio" a “sentir e crer".
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Jerzy Hoffman

Daniel Olbrychski como Kmicic no "Potop" (Dilúvio) de Jerzy Hoffman, foto: Romuald Pieńkowski/ Fototeka Filmoteki Narodowej/ www.fototeka.fn.org.pl
Os anos 60, no cinema polonês, foram dominados por dramas históricos e de costumes. Jerzy Kawalerowicz obteve uma nomeação ao Oscar pelo seu longa de 1965, "Faraó", uma produção de orçamento grande que decorre no Antigo Egito. Andrzej Wajda incitou um debate nacional com sua adaptação de um romance de Stefan Żeromski – o drama histórico "Popioły" [Cinzas] (1966). No filme, Wajda criticou abertamente a tradição romântica polonesa. Entretanto, os espectadores poloneses e estrangeiros estavam sob a impressão do onírico "Manuscrito de Saragoça"(1965) de Wojciech Jerzy Has.
Mas o padrinho do drama histórico polonês é Jerzy Hoffman. Até ficar famoso em 1969 com a sua estreia cinemática "Senhor Wołodyjowski", baseada num romance de Henryk Sienkiewicz, ele fazia documentários provocativos.
Sienkiewicz (1846-1916) escreveu romances históricos com a intenção de elevar os espíritos nacionais. Com a sua adaptação de "Senhor Wołodyjowski" em preto e branco, Hoffman começou a ser visto como especialista em filmes de entretenimento, por essa razão ele realizou mais obras deste tipo. O "Potop" (Dilúvio), mais uma adaptação de Sienkiewicz, é considerado o seu maior feito. Realizado em 1974, o filme de cinco horas tem tanto ação como romance na sua trama. A história decorre no século XVII, durante a invasão sueca da República de Duas Nações entre 1655 e 1658, conhecida como "Potop", que foi finalmente suprimida pelas forças polono-lituanas. O protagonista é um soldado corajoso que arrisca a sua vida para salvar a pátria e se apaixona por uma moça polonesa, Aleksandra Billewicz.
O filme de Hoffman, nomeado para o Oscar, juntou melodrama com aventura. A nomeação da Academia veio em 1975. Mais de 27 milhões de espectadores assistiram o filme nos cinemas, e outros tantos milhões na TV.
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Cinema de inquetação moral (1976-1981)

Foto do "Homem de Mármore" de Andrzej Wajda por Renata Pajchel / Studio Filmowe "Zebra" / Filmoteka Narodowa
Grandes mudanças ocorreram no cinema polonês nos anos 70. Temas históricos já não estavam na vanguarda. Os cineastas poloneses começaram a perseguir os aspectos psicológicos da realidade cotidiana na República Popular da Polônia. Falaram da vida em cidades pequenas e nas aldeias, da corrupção, do nepotismo e do choque entre os ideais comunistas e os problemas do estado comunista.
Uma fala de Andrzej Wajda e Krzysztof Zanussi durante o Foro de Cineastas em Gdańsk em 1975 marcou o começo da nova vertente. Os cineastas acusaram os líderes comunistas de abafarem a liberdade artística e de suprimirem a possibilidade de realizar um debate público sobre assuntos sociais e políticos vitais.
Janusz Kijowski, o autor da frase "cinema de ansiedade moral", explicou que a ansiedade moral é um fundamento do cinema porque "a ansiedade é um conflito, um conflito de interesses […]. Na Polônia no fim dos anos 70 o termo tinha outra conotação. Para o partido governante, ele era iconoclasta porque aqueles que estavam nos do poder tinham medo de todas as palavras nobres. A moralidade era uma daquelas coisas que não funcionavam sem ter o adjetivo “socialista” colado a ela. Eles se sentiram ameaçados pelas referências ao Decálogo, aos princípios, valores não-sistêmicos que não estavam apoiados pelo partido comunista."
O primeiro filme "de inquetação moral" foi "Personel" (O Pessoal) de Krzysztof Kieślowski em 1976. Era também sua estreia no cinema não-documentário. Mesmo assim, a vertente atingiu o seu auge depois do lançamento do Homem de Mármore de Andrzej Wajda. As obras mais importantes do "cinema de inquetação moral" são "Aktorzy prowincjonalni "(Atores provincianos) e "Kobieta samotna" (Mulher solteira) de Agnieszka Holland, "Mimetismo", "Iluminação" e "Constans" de Krzysztof Zanussi, "Wodzirej" (O Animador) de Feliks Falk, "Sem anestesia" de Andrzej Wajda e finalmente "Przypadek" (Azar) de Krzysztof Kieślowski.
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Krzysztof Zanussi

Krzysztof Zanussi, Foto: Wojciech Olszanka / East News
Krzysztof Zanussi não era ligado diretamente ao "cinema de ansiedade moral", e seus filmes nem poderiam ser considerados como alinhados a algum vertente ou linha claramente definida do cinema polonês ou internacional. Ele disse:
"Meus filmes derivam principalmente da literatura, são uma espécie de fala humana. A ideia de cinema visual sempre incitava minhas dúvidas." (revista Film, 1992 No. 17)
Nos anos 70, Zanussi realizou "Życie Rodzinne" (Vida familiar), "Za ścianą" (Atrás da Parede),"Iluminação", "Mimetismo" e "Spirala" (Espiral). Todos esses filmes tinham um protagonista construído nas mesmas linhas – um homem enfrentando uma escolha entre os valores e uma tentação de rejeitá-los.
Os filmes de Zanussi são considerados exemplos do "auteur cinema". Ele escreveu o roteiro para quase todos os seus filmes. Observando como eles se manifestam no mundo de hoje, Zanussi explorou os eternos problemas do amor, da morte, da felicidade e da consciência.
O crítico de cinema Andrzej Luter comentou que os filmes de Zanussi são existenciais:
"Em seus filmes, Zanussi nos provoca – nos faz perguntas-chave: será que riqueza espiritual, religião e fé podem ser uma resposta suficiente e convincente frente a todo o mal e sofrimento que em si mesmo não tem sentido algum, e será que podem ser uma resposta suficiente ao mistério da morte?" (Kino 2009, No. 6)
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Krzysztof Kieślowski

Krzysztof Kieślowski, foto: Wojciech Druszcz / Reporter / East News
Krzysztof Kieślowski é um dos diretores poloneses melhor conhecidos mundialmente. Mas não foi sempre que ele quis ser um cineasta. "Para dizer a verdade, nunca queria mesmo ir para a escola" – admite o diretor em "Krzysztof Kieślowski: I'm So-So". "Queria ser um fogueiro." Quando ele finalmente decidiu se inscrever na Escola de Cinema de Łódź, demorou três exames para ser aceito. Mas ele era incansável. "Era muito teimoso [...] Se os filhos da puta não me querem, vou lhes mostrar entrando".
Mas valeu a pena. Na escola conheceu pessoas que poderiam servir de inspiração – Kazimierz Karabasz, professor e aclamado cineasta de documentários, e Jerzy Bosak. Depois da graduação começou a trabalhar na Wytwórnia Filmów Dokumentalnych i Fabularnych (Empresa de Produção de Filmes Documentários e de Ficção) na rua Chmielna em Varsóvia. Naquele tempo, ele não tinha interesse pelos filmes de ficção, por isso fazia documentários sobre a vida na República Popular da Polônia.
O crítico de cinema Marek Hendrykowski escreveu:
"Os documentários eram a primeira grande paixão de Krzysztof Kieślowski. Hoje, quando seus êxitos internacionais como diretor de filmes de ficção eclipsaram os seus documentários, de alguma forma nós esquecemos o quão significamente os anos precedentes, de filme documentário, formaram a identidade artística de Kieślowski e como os filmes posteriores são influenciados por sua experiência de cineasta de documentários."
O gênero documentário ensinou-lhe como ser um observador silencioso da realidade. Por essa perspectiva, ele realizou os seus primeiros filmes de ficção sobre o lado negro do socialismo – "O Pessoal" e "O Amador".
O ano de 1985 marcou o começo da longa cooperação de Kieślowski em roteiros com um renomado advogado de Varsóvia, Krzysztof Piesiewicz. Juntos fizeram uma série de filmes -"Bez końca" (Sem fim), "Não matarás", "Não Amarás", "O Decálogo", "A Dupla Vida de Verónique", e a "Trilogia das cores". No começo dos anos 90, Kieślowski deixou a poética do realismo para a linguagem do misticismo. Seus filmes ganharam reconhecimento internacional.
Após completar a Trilogia das Cores (1993-94), Kieślowski anunciou que estava abandonando a profissão de cineasta. Durante os últimos anos da sua vida, trabalhou com Piesiewicz num roteiro para um tríptico constituído de obras intituladas "Paraíso", "Purgatório" e "Inferno". Em 2002, o diretor alemão Tom Tykwer realizou "O Paraíso", produzido na Alemanha e Itália, com base no roteiro de Kieślowski e Piesiewicz para a primeira parte da trilogia inacabada.
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Marek Koterski

Marek Koterski, foto by Łukasz Szeląg / Reporter / East News
"Desde Kieślowski, o cinema polonês não viu um autor tão persistente", disse o crítico Tadeusz Sobolewski sobre Marek Koterski.
Seus filmes autobiográficos são terapêuticos. Com "Nic śmiesznego" [Nada engraçado] (1995), "Dom Wariatów" [Manicômio] (1984),"Dzień świra" [Dia do Maluco] (2002) e "Wszyscy jesteśmy Chrystusami" [Somos Todos Cristos] (2006), provou ser digno de ser chamado como um dos melhores diretores poloneses. Através de seus filmes, Koterski fala de suas próprias limitações, fraquezas, misoginia, credulidade, arrogância e mesquinhez com auto-consciência e humor. Estes traços começam a se tornar característicos para o espectador.
"É apenas pseudo-exibicionismo. Koterski se faz medíocre para que todo mundo possa um dia se descobrir num de seus protagonistas” – escreveu Tadeusz Sobolewski em Gazeta Wyborcza. Os críticos compararam Koterski com o americano Harvey Pekar - um escritor underground de HQ, crítico de música e personalidade midiática.
O polonês vê o riso, a ironia, o absurdo como uma boia que nos ajuda a não nos afogar. O idealismo é outro dentre os meios de preservar a vida que o força a continuar dirigindo suas próprias peças de teatro, tornar peças em roteiros de filmes e filmá-los para a grande tela.
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Roman Polański

Roman Polański no set do "O Inquilino", 1976, foto: Mary Evans Picture Library / Forum
O cineasta polonês mais reconhecido, Roman Polański começou como um ator infantil num teatro de Kraków. Seu talento de ator o conduziu a um futuro na indústria cinematográfica – mas na frente da câmera, e não atrás dela.
Foi descoberto por Antoni Bohdziewicz, um diretor e pedagogo que viu Polański no palco pela primeira vez em 1953. Ofereceu-lhe um papel no filme "Trzy opowieści"(Três histórias). Pouco tempo depois, o futuro diretor atuou na grande estreia de Andrzej Wajda, "A Geração". O filme marcou o começo da carreira de Polański porque o incentivou a estudar cinematografia. Ele ingressou na Escola de Cinema em Łódź.
Desde o começo, os filmes de Polański eram difíceis de categorizar segundo os padrões poloneses. Não o ocupavam os temas dos outros futuros diretores. Seus filmes não confrontavam traumas e histórias nacionais. Ele criou o seu próprio mundo cinemático, abordando a solidão, a memória, a sexualidade como ferramenta de dominação e a relação entre desejos humanos e papéis sociais.
Depois de "A Faca na Água", em 1962, Polański partiu para a França. Seus filmes receberam prêmios em festivais internacionais: o prêmio FIPRESCI em Veneza, menções especiais em Teerã e Cidade do Panamá e uma nomeação para o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 1963 (perdeu para o filme 8 ½ de Fellini).
Este êxito permitiu a Polański perseguir os seus projetos cinematográficos. Depois de filmar "Repulsa ao sexo" e "Armadilha do Destino", Polański foi para Hollywood onde criou as obras-primas "O Bebê de Rosemary" e "Chinatown". Ficou preso nos EUA em março de 1977, acusado de seduzir e estuprar Samantha Geimer, na época uma menor de idade. Depois de um ano de batalha judicial, Polański lembrava que "Fui tratado como um rato, um brinquedo para matar o aborrecimento de um gato enorme" – fugiu para os EUA horas antes da proclamação oficial da sentença, e nunca mais voltou. Desde então, filmou principalmente na França: "O Inquilino", "Tess - Uma Lição de Vida", "A Pele de Vênus". Em 2003, recebeu o Oscar de melhor diretor pelo"Pianista".
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Agnieszka Holland

Agnieszka Holland, foto: Marek Wiśniewski / Puls Biznesu / Forum
Junto com Polański e Pawlikowski, Agnieszka Holland é o segundo diretor polonês vivo a trabalhar de forma predominante fora da Polônia. Ela estudou na Escola de Filme de Praga (FAMU). Depois de se formar em 1971, Holland voltou para a Polônia para trabalhar como diretora adjunta na "Iluminação" de Krzysztof Zanussi e depois no "Listy od naszych czytelników" (Cartas de nossos leitores) de Stanisław Latałło. Cooperou também com Andrzej Wajda e seu Estúdio de Filme X. Escreveu alguns roteiros com Wajda antes de dirigir seus próprios filmes que rapidamente começaram a ganhar prêmios em festivais. Na Polônia, ganhou notoriedade como parte da Nouvelle Vague polonesa. Seu reconhecimento internacional veio com "Bittere Ernte" (Colheita Amarga) -nomeado para o Oscar em 1985, "Europa, Europa", "Olivier, Olivier", "O Jardim Secreto" e "Washington Square" (Praça Washington).
SEla participa de coproduções internacionais e realizou episódios das séries americanas da TV "The Wire", "The Killing" e "Cold Case". Em 2010, Agnieszka Holland foi nomeada para o Prêmio Emmy pelo seu trabalho na direção do episódio piloto da série "Treme" da HBO que revisita a Nova Orleães após o Katrina.
Seu filme "In Darkness" (Na escuridão), sobre um trabalhador de esgoto que decide salvar vidas judias durante a Segunda Guerra Mundial, recebeu uma nomeação ao Oscar em 2012. "Burning Bush" (Arbusto Ardente), uma série da HBO sobre a história real de Jan Palach que se autoimolou em 1969 para protestar contra a agressão militar dos países do Pacto de Varsóvia contra a Tchecoslováquia, saiu em 2013.
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A máfia dos diretores de cinematografia poloneses

Janusz Kamiński, foto: ZUMA Press / Forum
A Polônia tem vários diretores de fotografia que são os rostos desconhecidos por trás de vários sucessos de bilheteria. Andrzej Sekuła cooperou com Quentin Tarantino em "Pulp Fiction", "Grande Hotel" e "Cães de Aluguel". Janusz Kamiński foi um colaborador inseparável de Steven Spielberg desde "A Lista de Schindler". Trabalharam juntos em "O Resgate do Soldado Ryan".
Outros talentos fora da tela incluem Sławomir Idziak que filmou "Falcão Negro em Perigo" de Ridley Scott, "Gattaca" de Andrew Niccol e "Harry Potter e a Ordem da Fênix". Dariusz Wolski foi diretor de fotografia de "Piratas do Caribe", Paweł Edelman trabalhou para Polański e no ganhador do Oscar, "Ray", Piotr Sobociński filmou "O preço de um resgate" de Ron Howard e Andrzej Bartkowiak estava atrás da câmera em "Velocidade Máxima, Máquina Mortífera 4", "Advogado do Diabo", e "O Inferno de Dante".
Entre os diretores de fotografia mais novos da Polônia está Michał Englert, o operador do "Congresso" de Arie Folman e Magdalena Górka, responsável pelo trabalho da câmera no "I'm Still Here: The Lost Year of Joaquin Phoenix", um pseudo-documentário de 2010.