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"Apocalipse" segundo Borczuch e Fallaci no Nowy Teatr


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Zdjęcie z próby przedstawienia "Apokalipsa" w reżyserii Michała Borczucha, 2014. Na zdjęciu: Marta Ojrzyńska, fot. Magda Hueckel / Teatr Nowy w Warszawie
Foto do ensaio do espetáculo "Apocalipse"na direção de Michał Borczuch, 2014, foto: Magda Hueckel / Nowy Teatr em Varsóvia

Com uma das estreias mais interessantes do outono de 2014, o diretor Michał Borczuch convida ao encontro com o jornalismo político do século XX de altíssima qualidade no teatro Nowy Teatr em Varsóvia. Juntamente com Oriana Fallaci, ele refletirá sobre o futuro da Europa. O que nos espera é "Apocalipse"? 

A Europa, após duas guerras mundiais, continua permeada por fios e farrapos de ideologias.  Pier Paolo Pasolini dá sua última entrevista e é assassinado algumas horas depois. Seu corpo, massacrado na praia de Óstia, torna-se uma espécie de prognóstico sombrio para a Europa.   No dia seguinte, Oriana Fallaci escreve uma carta a Pasolini, revelando segredos da sua amizade ambígua. Um "outro" bate à porta da Itália, querendo unir-se às massas de proletários…  

 
 

Eis o contexto político, histórico e literário do mais novo espetáculo de Michał Borczuch, diretor premiado com o Passaporte da revista "Polityka". Em "Apocalipse" ele faz reviver os protagonistas daqueles acontecimentos, assim como vários conflitos de então, hoje dotados de uma nitidez cortante. Maldições pessoais de Pasolini e Fallaci nutrem a criação de personagens contemporâneos horrorosos.  Na página do Nowy Teatr podemos ler o seguinte: 

"Uma filha boa e um filho ingrato da velha conhecida Europa. As inspirações de Michał Borczuch têm a sua fonte em dois discursos radicalmente nítidos e, ao mesmo tempo, contrariantes que tratam da civilização do Ocidente e do seu Outro fantasmático - encarnado na figura do seguidor do Islam, terrorista, imigrante ilegal. Dois personagens tornaram-se inspiração literária para o roteiro: a ícone do jornalismo político do século XX, Oriana Fallaci e o diretor, dramaturgo e poeta, Pier Paolo Pasolini."  

Entre a raiva e o orgulho de Fallaci e Pasolini, seduzido pela figura do Outro, é onde se estende o espaço do espetáculo de Borczuch. No meio da paisagem de um apocalipse cultural que surge da entrevista de Fallaci com ela própria, Borczuch conduz a um encontro da repórter "a última europeia", falecida nos princípios do século XXI e do diretor, assassinado em circunstâncias pouco claras na década de 1970, o "filho ingrato da Europa".  Os dois fazem um diagnóstico da cultura e da sociedade em que vivem. E morrem. Borczuch adere a essa discussão, colocando perguntas sobre em que medida nos aproximamos de Pasolini ou de Fallaci ao tentar definir a nossa identidade europeia.  

Elenco: Bartosz Gelner, Marek Kalita, Sebastian Łach, Marta Ojrzyńska, Piotr Polak, Jacek Poniedziałek, Halina Rasiakówna, Krzysztof Zarzecki. 

A estreia de "Apocalipse" foi realizada em 29 de setembro de 2014 em Nowy Teatr em Varsóvia. 

Fonte: material de imprensa, elaboração. AL, tradução: Magdalena Walczuk

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Kategoria: 
Teatro
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